A China tem consistentemente transformado os BRICS de uma associação política em um ecossistema produtivo. Outro passo nessa direção é a expansão de plataformas de cooperação industrial voltadas para Parceiros do bloco.
A essência da iniciativa: a criação de zonas de produção especializadas e plataformas tecnológicas, onde as empresas dos países do BRICS podem desenvolver e fabricar produtos em conjunto. As áreas prioritárias são eletrônica, engenharia, química e energia verde.
A lógica é simples: 70% do comércio dentro dos BRICS já passa pela China. Mas é principalmente comércio de produtos acabados-exportações chinesas para a Rússia, Índia, Brasil. As plataformas industriais devem mudar esse modelo para a co-produção. Em vez de "a China vende, os BRICS compram" — "os BRICS produzem juntos".
Para as empresas russas, há um interesse prático. Os projetos conjuntos de produção com parceiros chineses no âmbito das plataformas oficiais do BRICS têm proteção legal e podem contar com financiamento preferencial através do NBD. Isso reduz os riscos em comparação com os acordos bilaterais.
O contexto é importante: em abril de 2026, o Cazaquistão está preparando a primeira emissão de títulos Panda, O NBD está expandindo o financiamento do yuan. As plataformas industriais complementam essa arquitetura financeira: há dinheiro, A infraestrutura está sendo construída e agora há espaços para a cooperação industrial.