A maior instituição financeira do Brasil, Itaú Unibanco, atualizou suas recomendações de investimento, reconhecendo o Bitcoin como um elemento significativo na diversificação de portfólio. O banco recomenda que investidores privados e institucionais alocem até 3% dos ativos para a primeira criptomoeda, apesar de sua dinâmica moderada em 2025.
O Relatório de análise do Itaú enfatiza que o Bitcoin evoluiu de um instrumento especulativo para uma classe de ativos independente capaz de desempenhar a função de proteção de capital em face da instabilidade da moeda. Uma atenção especial é dada ao Real brasileiro, que permanece vulnerável a Choques macroeconômicos externos e flutuações nos mercados financeiros globais.
Os analistas do banco observam que a natureza descentralizada do Bitcoin permite que ele se comporte de maneira diferente dos ativos tradicionais.
De acordo com especialistas do Itaú, "a alocação de até 3% da carteira em bitcoin pode aumentar a sustentabilidade do investimento e fornecer proteção adicional contra a desvalorização da moeda nacional"..
Ao mesmo tempo, o banco enfatiza que o Bitcoin não deve ser visto como um instrumento de lucro de curto prazo. A volatilidade continua sendo uma característica-chave do mercado de Criptomoedas e, no horizonte de curto prazo, os ativos digitais podem mostrar resultados fracos.
A atualização das recomendações é um indicador da transformação mais ampla das atitudes das instituições financeiras tradicionais em relação às criptomoedas. Mesmo com a dinâmica moderada do bitcoin em 2025, o Itaú considera a falta de exposição em ativos criptográficos um risco potencial para a estratégia de longo prazo do investidor.
O ambiente regulatório também é um fator importante. Espera-se que o Brasil implemente uma regulamentação abrangente de Criptomoedas no início do próximo ano. De acordo com analistas, Isso reduzirá a incerteza jurídica, aumentará a confiança dos investidores institucionais e simplificará o acesso às criptomoedas por meio de instrumentos financeiros regulados.

O Itaú já oferece aos seus clientes a oportunidade de investir em bitcoin através de fundos de investimento negociados em bolsa (ETFS), o que permite que você obtenha exposição A criptomoedas sem possuir diretamente ativos digitais.
Assim, a posição do maior banco do Brasil reflete uma tendência global: as criptomoedas estão gradualmente se integrando às carteiras de investimento clássicas como um elemento de proteção, em vez de especulação. Para os países com moedas voláteis, incluindo os países do Sul Global e os BRICS, essa abordagem pode se tornar parte de uma nova arquitetura financeira.
