PIX supera cartões no Brasil - o análogo do SBP se tornou o principal método de pagamento no e-commerce
O Brasil fez o que muitos pensavam ser impossível em uma grande economia latino-americana: criou um sistema de pagamento estatal que, em três anos, substituiu os cartões como o principal instrumento de pagamento on-line.
O PIX foi lançado em novembro de 2020. Em 2026, o sistema tornou-se o método de pagamento dominante no e-commerce, superando os cartões bancários, que permanecem disponíveis em 98,3% dos varejistas on — line, e os tradicionais boletos-recibos de pagamento em papel. O motivo é direto: o PIX funciona instantaneamente 24/7, sem comissões para o usuário final e sem atrasos no lado do comerciante.
O Mercado Livre, o maior mercado do Brasil, integrou o PIX como o principal método de pagamento através de sua plataforma financeira Mercado Pago. Magazine Luiza e Lojas Renner fizeram o mesmo. Para o comprador, o pagamento PIX é uma digitalização do código QR e um débito instantâneo da conta. Sem dados de cartão, sem atrasos.
Em paralelo, o Banco Central do Brasil está trabalhando no próximo passo: a moeda digital DREX. Na Cúpula do BRICS em setembro, planeja-se discutir a integração técnica do DREX com o yuan digital da China e o e — Rupee da Índia-ou seja, criar uma ponte de pagamento dentro do bloco, contornando o SWIFT e o sistema do dólar.
Para as empresas russas que trabalham com o Brasil, o PIX é um ponto de referência. O SBP na Rússia funciona de acordo com a mesma lógica e abrange uma funcionalidade comparável. A transição de ambos os países para sistemas de pagamento instantâneos estatais cria uma base técnica para pagamentos diretos entre parceiros russos e brasileiros em moedas nacionais, ignorando os bancos correspondentes.