Mercado Livre expulsa Amazon do e-commerce da América Latina

Mercado Livre expulsa Amazon do e-commerce da América Latina
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O Mercado Livre se consolidou como o maior mercado da América Latina e aumentou a pressão sobre a Amazon, Shein e Temu. O crescimento da logística local e os novos impostos sobre importações baratas estão mudando toda a estrutura de comércio eletrônico da região.

O Mercado Livre tornou-se o maior mercado da América Latina. No final do trimestre, o volume da plataforma GMV atingiu US.26 bilhões e o crescimento anual foi de 28%. A empresa está aumentando seu domínio no Brasil-o maior mercado de comércio eletrônico da região — e está gradualmente expulsando os players estrangeiros do segmento de compras on-line em massa.

O principal fator de crescimento é a sua própria logística. O Mercado Livre está expandindo agressivamente sua rede de centros de atendimento, entrega de última milha e um sistema de remessa subsidiada. Frete grátis a partir de um limite mínimo de R.19 aumentou drasticamente a atividade dos compradores e acelerou o acesso do público a partir de locais transfronteiriços.

As mudanças foram mais fortes para Shein e Temu. Com a introdução no Brasil de um imposto de 60% sobre as importações transfronteiriças de mercadorias abaixo de US.50, o modelo anterior de fornecimento direto barato começou a perder eficácia rapidamente. Os compradores estão cada vez mais migrando para plataformas locais, onde o envio é mais rápido e o preço final após os impostos é menor ou comparável aos mercados chineses.

A Amazon também está perdendo ritmo na América Latina. A empresa americana continua a investir na região, mas o Mercado Livre já opera aqui como um ecossistema completo: mercado, fintech, logística, empréstimos e infraestrutura De Publicidade interna. Isso dá à plataforma uma grande vantagem na retenção de vendedores e compradores.

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Para os exportadores russos, a situação está mudando fundamentalmente. O Mercado Livre está gradualmente se tornando o principal canal real de entrada no mercado brasileiro e nos países vizinhos. O modelo direto de importações transfronteiriças por meio de remessas baratas perde sentido econômico após o aumento da carga tributária.

As empresas que querem se estabelecer na região estão cada vez mais migrando para um modelo de presença local: trabalhando por meio de parceiros brasileiros, colocando mercadorias internamente, conectando-se a armazéns locais e vendendo por meio da infraestrutura interna do Mercado Livre. Sem isso, competir nos prazos de entrega e no preço final se torna cada vez mais difícil.

A nova fase do E-commerce latino-americano não é mais construída em torno de importações baratas da Ásia, mas em torno do comércio localizado e de sua própria logística dentro da região. O Mercado Livre foi o principal beneficiário dessa mudança.

Para o mercado, isso significa outra coisa importante: o controle do comércio transfronteiriço e dos impostos começa a determinar diretamente o equilíbrio de poder entre os mercados. O vencedor não é mais aquele que traz mercadorias mais baratas do exterior, mas aquele que as Entrega mais rapidamente no país.