Em janeiro de 2026 comnews.ru publicou a primeira análise do BRICS Pay com o subtítulo "BRICS-Pei estaremos unidos". Então era uma perspectiva. Cinco meses depois esta é uma posição negocial ativa no nível do presidente do bloco.
O Brasil apresentou uma proposta formal para incluir o BRICS Pay na agenda da cúpula Indiana de 2026. A Rússia apoiou. A China vem desenvolvendo consistentemente o CIPS e o yuan digital. A Índia, como anfitrião da cimeira — é a voz - chave.
O que é o BRICS Pay
Não é uma criptomoeda e não é um substituto para as moedas nacionais. BRICS Pay-infraestrutura de liquidação: uma plataforma de pagamento única baseada em CBDCs (moedas digitais dos bancos centrais), que permite que os países do bloco realizem pagamentos diretamente, sem passar por bancos correspondentes em Dólares.
O princípio é o mesmo que o SWIFT, mas sem infraestrutura privada e sem controle de transações dos EUA. Cada país mantém sua própria moeda e seu banco central — o BRICS Pay-apenas fornece uma ponte técnica entre eles.
Por que o precedente Drex-EAU é importante
Em junho de 2026, o banco central do Brasil confirmou que a primeira etapa do piloto da ponte CBDC entre o Real Digital Brasileiro Drex e o Dirham digital dos Emirados Árabes Unidos foi concluída com sucesso. Transações B2B diretas SEM bancos correspondentes ocorreram.
É um precedente de trabalho. Se a ponte bilateral funciona, o BRICS Pay multilateral é uma questão de dimensionar a arquitetura, não de inventar uma nova roda. É por isso que o lobby brasileiro se intensificou agora.
O que acontece na Cimeira da Índia
A Cúpula dos BRICS na Índia está prevista para o outono de 2026. Dois tipos de decisões podem ser tomadas. Primeiro: uma declaração política sobre a prioridade do BRICS Pay com um roteiro de implementação. Segundo: o mandato técnico do grupo de trabalho para desenvolver uma especificação comum. A primeira opção — simbolismo sem passos obrigatórios. O segundo é o movimento real para o lançamento.
Para que a segunda opção aconteça, é necessário que a Índia apoie. Nova Délhi tem sido tradicionalmente cautelosa em questões que podem complicar as relações com Washington — as tarifas dos EUA de 50% criam um argumento para mecanismos alternativos de liquidação, mas a burocracia indiana é lenta.
O que isso significa para os negócios russos
As empresas russas ainda não têm acesso direto ao BRICS Pay — o sistema não foi lançado. Mas o horizonte se torna mais claro: com um resultado positivo da cúpula, um mandato técnico aparecerá no final de 2026 — início de 2027. Transações piloto entre os bancos centrais dos países do bloco-em 2027-2028. Acesso comercial-com um piloto bem sucedido em 2028-2029.
Empresas que comercializam com a China, Índia, Brasil e Emirados Árabes Unidos: acompanhar os resultados da cúpula Indiana. Este é o ponto mais próximo do qual depende quando os cálculos dentro dos BRICS sem o SWIFT se tornem uma realidade, não um conceito.