A XVIII cúpula do BRICS será realizada em Nova Delhi de 12 a 13 de setembro de 2026. A presidência é da Índia, seu primeiro ano no cargo. Na ordem de trabalhos estão: o FTA da EAEU–Índia, o BRICS Pay, os corredores de transporte, a segurança alimentar e energética. Para a comunidade, este é um dos principais eventos do segundo semestre.
Faltam dois meses para a Cimeira. A Índia recebe convidados pela primeira vez como presidente do BRICS e o incentivo político para mostrar resultados máximos. É por isso que a probabilidade de acordos específicos sobre mecanismos de comércio e liquidação é maior do que em qualquer cúpula anterior.
Três temas definem o conteúdo do negócio.
- A primeira é a UEE — Índia. As negociações estão em andamento, não há obstáculos técnicos, de acordo com a direção da CEE. A pressão tarifária dos EUA sobre a Índia (uma tarifa de 50%) cria uma motivação econômica direta para Nova Délhi fechar o acordo. A cúpula do BRICS é uma plataforma conveniente para anunciar um avanço: a Índia aceita, a Índia ganha politicamente.
- O segundo é o BRICS Pay. Após o piloto bem-sucedido da CBDC brasileira Drex com a Dirham digital dos Emirados Árabes Unidos e a prontidão da China para o lançamento comercial da mBridge, a base técnica para o sistema é montada. A cúpula poderia dar um mandato para a padronização e os primeiros pilotos de liquidação bilaterais.
- O terceiro são os corredores de transporte. A crise deмuz de 2026 mostrou convincentemente a vulnerabilidade das rotas unidirecionais. Na Cúpula, serão discutidos o ICC Norte-Sul, o corredor Transcaspiano, o Chabahar-com acordos específicos sobre investimentos e governança.
Para empresas que comercializam com a Índia: preparar a documentação para o certificado CT - 2 até setembro. Ao assinar o TLC, as empresas com documentação pronta começam a trabalhar imediatamente, o resto aguarda meses de preparação burocrática.